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quarta-feira, 29 de novembro de 2017

A metáfora da escola num livro de Literatura Infantil


Tive o grato prazer de apresentar, ontem à noite, o livro da escritora Assunção Anes Morais «A Abelhinha Mariana», uma história de afetos sobre a relação de uma abelhinha rebelde com a sua abelha-mestra. O Grémio Literário Vila-realense estava repleto de público. A grande maioria eram professores, como a autora. E bem se justificava que o fossem.
A história do livro, como tive ocasião de dizer, é a metáfora do próprio sistema escolar. A colmeia é a escola, as abelhinhas os alunos, a abelha-mestra o professor. Os alunos, tal como a abelhinha Mariana, às vezes travessos, cabeças do ar, são chamados à razão pelo professor que os incentiva ao trabalho diário, ao trabalho coletivo, procurando transformá-los em alunos responsáveis e cumpridores,
Afinal, tal como a abelha-mestra da história, o professor tem sempre a palavra certa, no momento certo, para ajudar os alunos a superar os fracassos e as desilusões.
Parece incrível como ainda há quem menospreze esta nobre missão dos professores!

(ap)

sábado, 2 de abril de 2016

Hoje, 2 de abril, Dia Internacional do Livro Infantil

 
Mais um dia para se celebrar o livro. Nas mãos de uma criança, o livro é sempre um raio de luz que reacende a esperança num amanhã melhor. A leitura aproxima pessoas, encurta distâncias, rasga fronteiras, abre horizontes, desvenda caminhos de felicidade. Só assim o livro faz a diferença. Com ele, as crianças crescem com imaginação, observam, avaliam, interrogam-se, interrogam, descobrem. Tornam-se seres criativos, críticos e, sobretudo, felizes. As crianças vestem-se a rigor para a festa da leitura. Teatralizam histórias, entoam canções nascidas de histórias rimadas, questionam sobre as personagens, os heróis, as vítimas. Inquietam-se com os vilões. Ler um livro também é brincar. Quando lê, a criança entra em todos os jogos. E com uma vantagem: acaba sempre a ganhar. Por isso, com livros nas mãos das crianças, o ambiente é sempre de festa, nos rostos moram sempre sorrisos e alegria. Que os livros sejam, pois, para elas, os bens mais preciosos, companheiros de todos os instantes. E felizes os mais pequeninos, que ainda podem construir reinos de faz de conta com a magia das histórias!
AP
in Diário de Trás-os-Montes
 
 

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

A fada e a chouriça


[Na imagem, duas crianças de uma escola de Lamego dão vida a este conto popular. Parabéns para elas e para os seus professores – que sabem muito bem quais são as “metas” para que estas crianças cresçam saudavelmente, e não precisam que os técnicos "iluminados" de Lisboa lhas venham ensinar…]
 
Conta-se que, numa certa aldeia, estava um casal a fazer serão, aproveitando o calor das últimas brasas, quando, da chaminé, veio uma fada que anunciou a oferta de três dons. Era só pedi-los. A seguir desapareceu. O homem e a mulher, como eram pobres, ao receberem tal notícia não cabiam em si de contentes. O pior foi quando começaram a escolher os dons que iriam pedir. E não foi preciso muito para desatarem a discutir um com o outro. Ele dizia:
– Vou pedir searas, pomares, lameiros!...
E ela:
– Eu não. Antes quero uma casa nova, móveis, roupas de linho!...
Estiveram, por isso, nesta discussão um tempo infinito. Ele a querer isto, ela a querer aquilo. Depois ele já queria mais isto, ela mais aquilo. Definitivamente, não se entendiam. Até que a mulher, no meio da discussão, olha para as brasas ainda vivas no borralho e diz:
– Que ricas brasas p’ra assar uma chouriça!
Acaba de o dizer, e eis que uma chouriça, que tinham junto à chaminé, na trave do fumeiro, lhes cai, mesmo em cheio, em cima das brasas. O homem ficou então todo arreliado com a mulher, pois, por sua causa, haviam perdido já um dos três dons.
– Imaginem só – diz ele –, quando podia ganhar um campo de cereal, vou ter de me contentar com uma chouriça!
E continuou a discutir com ela, agora em altos gritos, acabando por lhe rogar uma praga:
– Pena é que não te fosse pendurar ao nariz!
Meu dito meu feito. A chouriça vai e... zás! Pendura-se-lhe no nariz. E dali não saía. A mulher, coitada, desatou a gritar como uma perdida, suplicando ao homem que fizesse alguma coisa. E que havia ele agora de fazer? Teve de usar o último dos três pedidos à fada para que tirasse a chouriça do nariz à mulher. Lá se foram assim as searas, os pomares, os lameiros, a casa nova, os móveis, as roupas de linho. Ficaram, por isso, pobres como dantes. Apenas ganharam aquilo que já tinham em casa: uma chouriça.
 
(Fonte: PARAFITA, A. – Bruxas, Feiticeiras e suas Maroteiras, Lisboa, Texto Editores, 2003).

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Boneca de trapos

 
(foto: as bonequinhas da Prof.ª Laura Maria Albernaz)

                                        Boneca de trapos  

                                              Num canto esquecida
                                              Da sala de estar,
                                              Cozeram-lhe a boca,
                                              Não pode falar!
 
                                              Dois botões nos olhos,
                                              Redondos, tão belos,
                                              Que até arrepiam…!
                                              E se eles falassem,
                                              O que contariam?

                                              Mas não contam nada,
                                              Nada vão contar…
                                              Cozeram-lhe a boca,
                                              Não pode falar!
 
                                              No corpo, retalhos,
                                              Mil retalhos gastos
                                              De trapos baratos,
                                              Barbantes de guita,
                                              Solas de sapatos…!
 
                                              E se um só retalho
                                              Tem a sua história,
                                              Então mil retalhos
                                              Têm mil histórias. 

                                              Mas de que nos vale?
                                              Não as vai contar…
                                              Cozeram-lhe a boca,
                                              Não pode falar!

                                                              (PARAFITA, A - Balada das Sete Fadas, Plátano Editora, Lisboa, 2011)

                                             www.facebook.com/alex.parafita

domingo, 2 de junho de 2013

Os rapazes e as maçãs


Um dia, um lavrador ia montado no seu burro, com uma cesta de maçãs à sua frente, e ao ver um grupo de rapazes de várias idades a brincar num terreiro, resolveu meter-se com eles e lançar-lhes um desafio:

            – Ó rapazes, vou pôr esta cesta de maçãs lá mais para diante. Por isso depois, toca a correr! O primeiro que lá chegar fica com elas.

            Eles então deram as mãos uns aos outros, de maneira que os mais fortes ajudaram os mais fracos a correr também, chegando todos ao mesmo tempo até à cesta das maçãs. E no final, sentaram-se todos a comê-las. O lavrador, muito admirado com a atitude dos rapazes, perguntou-lhes:

            – Por que razão fizestes isso, quando um de vós podia ter ganho as maçãs todas?

            E eles responderam:

            – Se o não fizéssemos, um de nós ficava contente e os outros tristes. Assim, ficámos todos bem. Nenhum ficou triste.

_____________
Ps. Com este conto popular, narrado pelos idosos em Sabrosa, davam-se outrora grandes lições às crianças. Que pena os governantes de alguns países europeus não terem passado também por esta escola!
 
 
Alexandre Parafita

terça-feira, 23 de abril de 2013

Hoje, Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor

 

         Os livros, companheiros leais
      
         Os livros são companheiros,
         Amigos de quem lê mais,
         Com eles corre-se o mundo
         Em aventuras geniais!

         O bom leitor ganha asas,
         Vai de nação em nação,
         Passa por cima das casas
         Mais veloz que um avião.

         Ouve o canto das sereias
         Ao cruzar os oceanos,
         Os golfinhos e as baleias
         Já lhe parecem humanos.

         Faz amigos na Bolívia,
         No Panamá, nas Honduras,
         E vai combater piratas
         Em heróicas aventuras.

         Brinca com duendes e gnomos
         No convés das caravelas
         Quando viaja nos mares
         Guiado pelas estrelas.

         Os livros são companheiros,
         Mas companheiros leais.
         Se a leitura é uma viagem,
         Mais viaja quem lê mais!

                                   Alexandre Parafita
                                         In “Contos de animais como contaram aos pais
                                         dos nossos pais”, Porto, Trampolim, 2011


www.facebook.com/alex.parafita

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Uma biblioteca oral que se fechou

Graciano Augusto Morais faleceu neste fim-de-semana, com 92 anos, na aldeia de Espinhoso, do concelho de Vinhais. Não sabia ler nem escrever, mas profissões não lhe faltaram: criado de padre, tamanqueiro, sapateiro, cantoneiro, agricultor, entre outras.
 
Não conhecendo as letras, tinha, contudo, um recurso intelectual que geria como poucos: a sua memória. Foi por isso um grande narrador de memórias e um fabuloso contador de histórias. Sabia dizer de cor, nas versões originais, muitas peças do romanceiro que Almeida Garrett coligiu no séc. XIX (e chamava-lhes "canções das segadas"). Sabia narrar, nas versões transmontanas, grande parte dos contos populares que Aarne e Thompson classificaram no seu catálogo internacional em meados do século passado.
 
Felizmente, muito dos seus contos populares foram recolhidos e publicados em várias obras, como por exemplo nos dois volumes da “Antologia de Contos Populares”, de Alexandre Parafita (Plátano Editora), entre outras.
 
Muitas das suas histórias fazem também as delícias das crianças (exemplos: “O pato que ia para a festa de São Gabarito”, “A raposa, o galo e o “Solidó”, “O lobo, a velha e a cabaça”, “As feiticeiras e os vitelos”, “O jogador com pés de cabra”, etc.). E quase todas fazem parte de livros do PNL. Por isso, a companhia de teatro Filandorra criou a personagem do “Tio Graciano” com que, actualmente, leva as suas histórias às crianças pelas escolas e bibliotecas de todo o País.

 
Nota: Estas histórias para a infância encontram-se publicadas nos livros: “Contos de Animais como contaram aos pais dos nossos pais” (Trampolim); “Contos de Animais com Manhas de Gente” (Plátano Editora); “Bruxas, Feiticeiras e suas Maroteiras” (Texto Editores); “Contos ao Vento com Demónios Dentro” (Plátano Editora).

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Pelas crianças, vai-se ao fim do mundo!


 
O bom leitor ganha asas,
Vai de nação em nação,
Passa por cima das casas
Mais veloz que um avião.

(in “Contos de Animais como Contaram aos Pais dos nossos Pais”, Porto, Trampolim, 2011). Assinala-se o início da Semana da Leitura em muitas escolas do país. Amanhã lá estarei nas escolas de Vila Boa, Abade de Neiva e Gonçalo Nunes, no concelho de Barcelos. E na sexta, na E.B. 2,3 de Gondomar. Pelas crianças, vai-se ao fim do mundo!

domingo, 3 de março de 2013

Do Imaginário Popular à Literatura Infantil: um testemunho, uma experiência



A Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), numa organização dos cursos de mestrado do Departamento de Educação e Psicologia, levar a cabo, no dia 27 de fevereiro), no auditório do CIFOP, um seminário intitulado “Do Imaginário Popular à Literatura Infantil: um testemunho, uma experiência”.  Muitos jovens, educadores, professores e mestrandos presentes! É sempre agradável partilhar experiências com pessoas motivadas!
 

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Do Imaginário Popular à Literatura Infantil



 
Vai a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), numa organização dos cursos de mestrado do Departamento de Educação e Psicologia, levar a cabo, na próxima quarta-feira (dia 27 de fevereiro), pelas 17 horas, no auditório do CIFOP, um seminário intitulado “Do Imaginário Popular à Literatura Infantil: um testemunho, uma experiência”. Este seminário é aberto à comunidade.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Histórias de Encantar



“A história é assim,
Assim é que a conto…
Se alguém não gostar,
Aumenta-lhe um ponto!”

Um vídeo para quem gosta de Literatura Infantil:

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Encontro com crianças em Leça da Palmeira e Montemor-o-Velho (PNL)


As crianças são o melhor do Mundo! Cada sorriso seu é um raio de luz que reacende a esperança num amanhã melhor.







quinta-feira, 22 de novembro de 2012

XII Encontro de Literatura Infantil, UTAD, Chaves




Imagens do XII Encontro de Literatura Infantil, que decorreu no autitório do Polo da UTAD, em Chaves, no passado sábado (17 de novembro). Na sessão de abertura, tomaram assento na mesa: Alexandre Parafita (representante do Departamento de Letras, Artes e Comunicação da UTAD), Fernando Fraga Azevedo (representante do Plano Nacional de Leitura), Armindo Mesquita (Presidente do OBLIJ), António Cabeleira (vice-presidente da Câmara Municipal de Chaves).

Durante o Encontro, teve lugar o lançamento do livro A Magia do Mundo Lendário na Literatura Infantil. Esta obra, publicada pela Âncora Editora, é coordenada por Armindo Mesquita e reúne textos de 29 especialistas portugueses, brasileiros e espanhóis. O prefácio é de Fernando Pinto do Amaral (Comissário do PNL). Houve, por isso, ocasião para uma sessão de autógrafos colectiva pelos co-autores da obra, pois muitos deles estavam presentes. A ilustração é da autoria de Miguel Gabriel e foi retirada, com a autorização da Oficina do Livro, da obra de Literatura Infantil “O Tesouro dos Maruxinhos

 
 
 
 
 
 


segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Diabos, Diabritos e outros Mafarricos



«Estas histórias viajaram no tempo através da tradição oral. E da tradição oral viajaram para o livro, onde o escritor as recontou. São velhos contos populares e lendas que valem pela graça que têm, pelas mensagens que transmitem e por darem a conhecer às crianças de hoje alguns dos seres míticos rurais»
(da contracapa)


Mais informação:
www.wook.pt/ficha/diabos-diabritos-e-outros-mafarricos/a/id/34318


Sobre o autor:
www.facebook.com/alex.parafita
 

sexta-feira, 29 de junho de 2012

A mala vazia

Reforçadas pelo jogo lúdico das rimas, do ritmo e das imagens, estas histórias convidam todos, especialmente os mais pequenos, a uma leitura interessada e aprazível. Algumas trazem ainda o eco de antigas canções pastoris e canções de berço. Um eco que liga as crianças de hoje à memória das crianças de sempre. São histórias de ler e de ouvir. Histórias de dizer a brincar. De contar e recontar. Histórias onde o sonho e a fantasia dão que pensar.



Mais informação:
http://www.wook.pt/ficha/a-mala-vazia/a/id/8984146

Sobre o autor:
http://www.wook.pt/ficha/a-mala-vazia/a/id/8984146

terça-feira, 26 de junho de 2012

Branca Flor, o Príncipe e o Demónio


A história de Branca Flor, o Príncipe e o Demónio faz parte da tradição oral transmontana. É uma história que vem do tempo dos reis, dos castelos e das fadas, e que os avós, quando meninos, já ouviam contar aos seus avós. É portanto uma história que percorreu muitas gerações e muitas terras, trazida por jograis, trovadores e almocreves.

Mais informação:

Sobre o autor:

sexta-feira, 22 de junho de 2012

As Três Touquinhas Brancas


As histórias do maravilhoso, que outrora desassossegavam a instituição educativa, são hoje um aliado de peso das novas correntes da pedagogia. Ninguém duvida já de que a relação da criança com o maravilhoso dos contos, das lendas ou dos mitos, contribui para que ela cresça saudavelmente, ajudando-a a estabelecer os limites do imaginário e do real. O "Maravilhoso Infantil" é uma colecção concebida para trazer às crianças de hoje as histórias que encantaram muitas gerações e andavam « perdidas» na memória dos mais idosos dos vales e planaltos transmontanos, onde foram colhidas.

Mais informação:

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quarta-feira, 20 de junho de 2012

Histórias de Natal contadas em verso


Histórias de Natal Contadas em Verso é um livro que procura recuperar o imaginário natalício nas suas expressões mais originais e mais puras. Por isso, nestas paginas, o conceito de Natal aparece rodeado dos valores universais da amizade e da fraternidade, seja no teor das histórias seja na simbologia das personagens: o palhacinho, o gaiteiro, a moleirinha, os pastores, os três reis do Oriente, entre outros. A enriquecer o livro, há ainda uma pequena peça de teatro de Natal ("A Procura de Uma Estrela ") para ser representada pelos mais pequenos na sala de aula ou em festas natalícias, e que pode constituir-se num excelente instrumento também para professores, educadores e pais.


Mais informação: 
http://www.wook.pt/ficha/historias-de-natal-contadas-em-verso/a/id/225798

Sobre o autor:
www.facebook.com/alex.parafita

terça-feira, 19 de junho de 2012

A Princesinha dos Bordados de Ouro



É uma história de amor, quase impossível, entre uma princesa e um jovem plebeu, que por ela “pagou” vinte moedas de ouro. Uma história que nos transporta para o tempo longínquo e indefinido do “era uma vez”, e que trata de mouros, raptos, cativeiros, mercadores, e, como não podia deixar de ser, de um rei severo, um palácio e… um misterioso arlequim. 
As ilustrações são da autoria de José Saraiva. E este livro, que foi, em 1996, a sua estreia como ilustrador de literatura infantil, abriu por isso as portas àquele que é hoje um dos mais consagrados ilustradores portugueses.

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